Projeto editorial Praxis - A história

Pintura abstrata

O Projeto editorial Praxis nasceu em 1999 com o nome "Editora Praxis". O primeiro livro publicado de modo independente, foi "Trabalho e mundialização do capital: A nova degradação do trabalho na era da globalização", de Giovanni Alves (Londrina, 1999). Depois foi publicado, do mesmo autor - em 2001, "Dimensões da Globalização: O capital e suas contradições" (Londrina, 2001).

Neste ano, a Editora Praxis, editora independente e informal, lançou em 2001 os primeiros livros da série em pequeno formato intitulada "Série Risco Radical". A série tinha como lema: "...ser radical é tomar as coisas pela raiz. Mas a raiz, para o homem, é o próprio homem" (Marx). Os livros publicados foram: "O Outro virtual: Ensaios sobre a Internet", de Giovanni Alves, Marcos Alvarez, Paula Caolei e Vinicio Martinez (2000); "Leviatã: Ensaios de Teoria Política", de Marcelo Fernandes de Oliveira" (2001);  "Democracia Virtual: O nascimento do cidadão fractal", de Vinício Martinez (2001); "Trabalho e Globalização: A crise do sindicalismo propositivo", de Ariovaldo Santos (2001) e "Concertação social e luta de classes: O sindicalismo norte-americano", de Ariovaldo Santos (Marília, 2004). Em 2012, sairiam os últimos livros da Série "Risco Radical": "O financiamento sindical (e outros estudos", de Ariovaldo Santos (Bauru, 2012, Canal6) e ""Sindicalismo de trabalhadores públicos no Brasil: Entre o corporativismo e o 'Anti-valor'", de Volnei Rosalen (Bauru, 2012). 

Em 2003, foi publicado o livro "Limites do sindicalismo: Marx, Engels e a crítica da economia política", de Giovanni Alves (a dissertação de mestrado do autor, defendida em 1992 na UNICAMP, sob a orientação de Ricardo Antunes). Foram publicados também neste ano - primeiro ano do governo Lula (2003-2006), os livros "Desafios do Trabalho, Capital e Luta de Classes: Capital e Luta de Classes no Século XXI", organizado por Roberto Leme Batista e Renan Araújo; "Trabalho, Economia e Tecnologia: Novas Perspectivas para a Sociedade Global", organizado por Jorge Alberto Machado; a peça teatral "Tecnécretes", do filósofo ensaísta lukacsiano Antonino Infranca (São Paulo, 2003; e o livro "Dialética do ciberespaço: Trabalho, tecnologia e política no capitalismo global", organizado por Giovanni Alves e Vinício Martinez (Bauru, 2003 - impresso pela Editora Document Arminda). En 2003 foi publicado também o livro de Jorge Alberto Machado: "La globalizacion (des)controlada: Crisis globales, desajustes econômicos e impactos locales" (Bauru, 2003).

No inicio da Editora Praxis, os primeiros livros foram diagramados pelo autor (Giovanni Alves), na época residente em Londrina; depois, a diagramação ficou a cargo de Erika Woelke (em Bauru). A arte da capa dos livros da Editora Praxis - até hoje - tiveram a autoria de Giovanni Alves. 

Em 2004, foram lançados "Novos desequilíbrios capitalistas: Paradoxos do capital e competição global", de Luciano Vasapollo (Londrina, 2004); e "Universidade e Neoliberalismo: O Banco Mundial e a Reforma Universitária na Argentina (1989-1999)" (Londrina, 2004).

]Em 2006 foi publicado "Trabalho e Educação: Contradições do capitalismo global", organizado por Giovanni Alves, Jorge Luis Cammarano Gonzales e Roberto Leme Batista (Maringá, 2006); e "Economia, Sociedade e Relações Internacionais: Perspectivas do capitalismo global", organizado por Francisco Corsi, José Marangoni Camargo, Marcos Cordeiro Pires e Rosângela de Lima Vieira" (Londrina, 2006).

Foi lançado neste ano (2006), o primeiro volume da série Tela Crítica: "Trabalho e Cinema: O mundo do trabalho através do cinema", de Giovanni Alves (Londrina, 2006). Os próximos volumes - todos Londrina/Bauru - seriam lançados em 2008 (Volume2); em 2010 (Volume 3); e 2014 (Volume 4). 

Em 2007, publicamos excepcionalmente publicamos um livro fora da linha temática da Praxis: "Um diálogo esquecido: A vez e a voz de adolescentes com deficiência", de Anna Augusta Sampaio de Oliveira. Ainda em 2007, publicamos "Dimensões da reestruturação produtiva: Ensaios de sociologia do trabalho", de Giovanni Alves (Bauru, 2007); e "Dilemas da Globalização: O Brasil e a mundialização do capital", organizado por Francisco Corsi, Giovanni Alves, José Marangoni Camargo e Rosangela de Lima Vieira (Bauru, 2007).

A partir de 2006, a produção gráfica passou a ser feita pela Empresa Canal6 (de Bauru)/SP, sob a direção de Carlos Fendel e editoração de Érika Woelke. Antes, a produção da Editora Praxis era feita por várias gráficas, sendo uma delas a Gráfica Massoni (Maringá, PR), indicada na época, pelo Professor da UNESPAR, Roberto Leme Batista, como foi o caso em 2006 - "Trabalho e Educação: Contradições do capitalismo global" (vide acima); e em 2008, "Trabalho, Economia e Educação: Perspectivas para o capitalismo global", organizado por Paulo Sergio Tumolo e Roberto Leme Batista (Maringá, 2008). 

Em 2008, publicou-se "Teoria da Dependência e Desenvolvimento do Capitalismo na América Latina", de Adrián Sotelo Valencia (Bauru, 2008). Em 2009, "Dimensões da crise do capitalismo global: O Brasil e a crise da mundialização do capital", organizado por Francisco Luiz Corsi, José Marangoni Camargo e Rosangela de Lima Vieira (Bauru, 2009). 

Em 2009, publicamos mais um livro com título em espanhol: "La precarización del trabajo en América Latina: Perspectivas del Capitalismo Global", organizado por Claudia Figari e Giovanni Alves (Bauru, 2006). Ainda em 2009, saiu "Trabalho, Ética e Sociedade: Reflexões sociais, éticas e agrárias na contemporaneidade", organizado por Ubaldo Silveira (Bauru, 2009); e "O sindicalismo brasileiro e a qualificação do trabalhador", de José dos Santos Souza (Bauru, 2009). Publicou-se também "A condição de proletariedade: A precariedade do trabalho no capitalismo global", de Giovanni Alves (Londrina/Bauru, 2009).

Em 2010, foi publicado o livro: "Lukács e o século XXI: Trabalho, estranhamento e capitalismo manipulatório", de Giovanni Alves Bauru, 2010); e "Cineclube, cinema e educação", organizado por Giovanni Alves e Felipe Macedo (Bauru, 2010). Nesse ano, a Editora Praxis lançou a série de análise crítica de filmes clássicos do cinema mundial (CD-ROM num encarte) de acordo com o Projeto Tela Crítica (Marília, 2010). Foi lançado neste ano o livro "Tela Crítica: A metodologia" (Bauru, 2010).

Em 2011, publicou-se "Trabalho e Capitalismo Global: O Mundo do TRabalho através do conema de Animação", de Claudio Pinto (Bauru, 2011); e "Trabalho, Educação e Reprodução Social: As contradições do capital no século XXI", organizado por Eraldo Leme Batista e Henrique Novaes (Bauru, 2011). Este livro teria em uma reedição em 2013). 

Em 2013 foi publicado "Dimensões da Precarização do trabalho: Ensaios de sociologia do trabalho", de Giovanni Alves (Bauru, 2013); "Sindicalismo e Reestruturação Produtiva no Brasil: Desafios da ação sindical dos metalúrgicos de Caxias do Sul/RS", de Paulo Wunsch (Bauru, 2013); e "Trabalho e Direito: Estudos contra a discriminação e patriarcalismo", organizado por Wilson Ramos Filho, Thereza Christina Gosdal e Leonardo Vieira Wandelli (Bauru, 2013).

A partir de 2013, começou a prolífica parceria do petista Wilson Ramos Filho (do "Instituto DECLATRA - Defesa da Classe Trabalhadora", de Curitiba/PR) com o Projeto editorial Praxis/Canal6 (sob direção de Caros Fendel), que foi até 2019 - com muitas dificuldades por conta de divergências políticas. As publicações da Editora Praxis ou Projeto editorial Praxis (novo nome da Editora Praxis que aparece, pela primiera vez nos livros publicados a partir de 2011).  

Em 2014, foi publicado "Trabalho e neodesenvolvimentismo: Choque de capitalismo e nova degradação do trabalho no Brasil", de Giovanni Alves (Bauru, 2014); e o livro "O trabalho do juiz: Análise crítica do video documentário 'O trabalho do Juiz'" de Giovanni Alves (com encarte de DVD do documentário dirigido pelo Autor  - Praxis Video/CineTrabalho, 2014). Publicou-se também "O Outro Ocidente: Sete ensaios sobre a Filosofia da Libertação", de Antonino Infranca (Bauru, 2014). É de 2014 também o livro organizado por Wilson Ramos Filho, Aldacy Rachid Coutinho e Rubens Bordinhão Neto: "Classes sociais e (des)regulação do trabalho no Brasil atual" (Bauru, 2014).

Em 2015, foi publicado o livro "A hýbris de Saturno: Precarização do trabalho, saúde do trabalhador e invisibilidade social", organizado por Giovanni Alves, André Vizzaccaro-Amaral e Bruno Chapadeiro (Bauru, 2015), com a parceria entre a RET, Projeto editorial Praxis e Adesat (Associação para a Defesa da Saúde no trabalho). Foi livro-produto do Movimento Fórum Trabalho e Saúde. Publicou-se também "O trabalho e suas transformações: Um olhar sobre o Brasil no final do século XX", de Márcia Nair Cerdote Pedroso (Bauru, Canal6, 2015). Foram publicados também "Assédio Moral Organizacional: As vítimas dos métodos de gestão nos bancos", organizados por Nasser Ahmad Allan, Jane Salvador de Bueno Gizzi e Paula Talita Cozero (Canal6, 2015); "Trabalho e regulação: As lutas sociais e as condições materiais da democracia - Volume II", organizado por Wilsoin Ramos Filho, Leonardo Vieira Wandelli e Thereza Christina Gosdal (Bauru, Canal6, 2015); e "Terceirização no STF: Elementos do debate constitucioal", de Wilson Ramos Filho, José Eymard Loguércio e Mauro de Azevedo Menezes (Bauru, Canal6, 2015). Publicou-se também "Trabalho, Formação e Educação Profissional: Um debate do Serviço Social", organizado por Araré de de Carvalho Júnior, Maria Cristina Piana e Maria José de Oliveira Lima (Canal6, Bauru, 2015).

Em 2016, o ano do golpe contra a Presidenta Dilma Rousseff (PT), foi um ano de intenso produção editorial. Realizou-se neste ano (2016), o IX Seminário do Trabalho. Foram publicados "A tragédia de Prometeu: A degradação da pessoa humana-que-trabalha na era do capitalismo manipulatório", de Giovanni Alves; "Precariado ou proletariado", de Adrián Sotelo Valencia; "29 de abril: Repressão e resistência", organizado por Luís Fernando Lopes Pereira e Nasser Ahmad Allan; "A Resistência ao Golpe de 2016", organizado por Carol Proner, Gisele Citadino, Marcio Tenembaum e Wilson Ramos Filho; "A Resistencia Internacional ao Golpe de 2016", organizado por Carol Proner, Gisele Cittadino, Juliana Neuenschwander, Katarina Peixoto e Marilia Carvalho Guimarães; "Direito do Trabalho Bancário", organizado por Nasser Ahmad Allan e Nilo da Cunha Jamardo Beiro; "A classe trabalhadora e a resistência ao golpe de 2016", organizado por Gustavo Teixeira Ramos, Hugo Cavalcanti Melo Filho, José Eymard Loguercio e Wilson Ramos Filho; e "O Ceará e a Resistência ao Golpe de 2016", organizado por Marcelo Ribeiro Uchôa; Inocêncio Rodrigues Uchôa, Antonio José de Sousa Gomes e Leticia Alves". 

Em 2017, a produção editorial do Instituto DECLATRA continuou intensa. Foram publicados, "O golpe de 2016 e a Reforma da Previdência: Narrativas de Resistência", organizado por Fernanda Giorgi, Thiago Agustinho, Leandro Madureira e Antonio Fernando Megale Lopes; "O golpe de 2016 e a Reforma Trabalhista: Narrativas de Resistencia", organizado por Fernanda Giorgi, João Gabriel Lopes, Thiago Agustinho e Valeir Ertle; e a "Enciclopédia do Golpe, Volume 1", organizado por Giovanni Alves, Mirian Gonçalves, Maria Luiza Quaresma Tonelli e Wilson Ramos Filho (Bauru, Canal6, 2017) (em parceria com o Instituto Joaquín Herrera Flores). O volume 2 da "Enciclopédia do Golpe" seria publicado em 2018, organizado por Giovanni Alves, Maria Inês Nassif, Miguel do Rosário e Wilson Ramos Filho. Ainda em 2017, foi publicado o Volume 2 do livro "Assédio Moral Organizacional: As vítimas dos métodos de gestão nos bancos", organizado por Jane Salvador de Bueno Gizzi; Ricardo Nunes de Mendonça e Gabriela Caramuru Teles. Tivemos ainda a publicação ainda de "Comentários a uma sentença anunciada: O Processo Lula", organizado por Carol Proner, Gisele Cittadino, Gisele Ricobom e João Ricardo Dornelles. Além das publicações de intervenção de cunho político, tivemos a publicação do livro "The new Brazilian University: A busca por resultados comercializáveis para quem?", de João dos Reis Júnior (Canal6, Bauru, 2017).

No ano de 2018 - ano do X Seminário do Trabalho -  foram publicados pelo Projeto editorial Praxis: "O duplo negativo do capital: Ensaio sobre a crise do capitalismo global" de Giovanni Alves; "A crise do capitalismo global: O capital e suas contradições", organizado por FRancsico Luis Corsi e Giovanni Alves; "Superexploração do trabalho no século XXI", organizado por Juliana Guanais e Gil Félix; e "Precarização do trabalho e saúde mental: O Brasil da era neoliberal", organizado por Giovanni Alves e Ana Celeste Casulo; "Redes Sindicais Internacionais: Uma contribuição ao fortalecimento do Direito do Trabalho na Itália e no Brasil", de Adriana L. Saraiva Lamounier Rodrigues; "A hipótese da Revolução Progressiva: Uma abordagem pós-gramsciana da transição ao socialismo", de Ion de Andrade; "Trabalho, Saúde e Direitos Sociais", organizado por José Reginaldo Inácio e Ricardo Lara (com o selo da RET); e "Dimensões da crise brasileira: dependência, trabalho e fundo público", organizado por Epitácio Macário, Edilyanne Dias, Richelly Barbosa de

No ano de 2019 publicou-se "Judiciário Tutelado: STF sob o peso dos coturnos", de Hugo Cavalcanti Melo Filho (Canal6, Bauru, 2019). Este pequeno livro pode ser considerado o volume 3 - que não houve - da "Enciclopédia do Golpe" (uma idéia original de Giovanni Alves que Wilson Ramos Filho - com lucidez - levou a cabo com sucesso). O título de "Enciclopédia" remetia aos Iluministas franceses do século XVIII que no empreedimento enciclopédico de Didetot jogaram uma luz contra as trevas do Antigo Regime. O livro de Hugo Cavalcanti Melo Filho faz a crítica do Judiciário golpista brasileiro. Em 2019, o governo neofascista de Jair Bolsonaro e a nova conjuntura brasileira de profunda crise da economia e de derrota política da esquerda, abateram a parceria do Projeto editorial Praxis e a Canal6. Em 2020, depois de mais de 10 anos de utilização do selo "Projeto editorial Praxis", a Canal6 editora decidiu separar-se. O Projeto editoral Praxis adquiriu existencia como pessoa juridica e tornou-se mais uma vez, uma editora independente tal como começara há pouco mai de vinte anos. Como editora da RET (Rede de Estydos do Trabalho), o Projeto editorial Praxis adotou novo logo e fortaleceu-se como uma emresa não-lucrativa que visa fazer a luta ideológica por meio da produção de livros e ebooks, utilizando os recursos de distribuição das plataformas. Os novos livros da Praxis a partir de 2020, encontram-se neste novo site que - como há 20 anos - tem como domínio o sufixo .net (originalmente nosso domínio era www.editorapraxis,.cjb.net e hoje - www.projetoeditorialpraxis.net).